…que sabem bem.
Obrigada!
…gelada mas os olhos brilhavam de entusiasmo por nos conseguirmos finalmente reunir. Arroz de pato num local ermo mas “logo a seguir àquela curva”, até que nos deparámos com uma escola primária adaptada a Centro Comunitário que, fechada, nos mostrava que o arroz de pato afinal era uma miragem. Adivinhava-se uma grande noite a começar com o mistério do desaparecimento da refeição que se adivinhava vasta e o esfumar da bateria da única máquina fotográfica que tinha ido para registar aqueles momentos que tão cedo não se iriam repetir. Voltámos à localidade na esperança de encontrarmos uma mesa livre nos poucos restaurantes da vila. Era a única e logo num sítio com karaoke. A carne, o vinho da casa que tinha o tanino de Pias, as bolas de Natal, o empregado vestido de roxo e risco ao meio, o Tony Carreira e o Martinho da Vila, os sorrisos, a conversa que nunca se consegue pôr em dia, o tempo que não passa, as gargalhadas, os rostos que estão cada vez mais bonitos, e mais um brinde, e a máquina fotográfica que regista ainda dois ou três momentos, as amizades que se fortalecem e ali nada mais acontece, nem o frio lá fora nos recorda que há mais vida para além do calor daquelas mãos, e depois…a despedida…o abraço terno, os votos de felicidades, os beijos que se enviam às caras-metade ou à prole e o sorriso que permanece no rosto, nos carros que se mantêm em silêncio por largos minutos e a pergunta que fica…porque raio não fazemos isto mais vezes?
Obrigada!
…esquecer-me que este canto existe. Não que não me lembre, mas por vezes (demasiadas) até me esqueço do último post que aqui deixei. Mais uma das vantagens de não ter comentários e assim (quase) ninguém reclama. “Gaja porque é que não escreves?” Porque estou numa altura em que o conforto clama mais alto pela minha atenção e preciso sentir-me confortável para aqui conseguir dedicar algumas palavras. Outras vezes é o cansaço e muitas vezes é o cansaço psicológico. Não que não esteja inspirada, e ultimamente até tenho sentido que a veia está mais afincada que de outras vezes mas opto por procurar um raio de Sol no céu ou apenas ouvir a chuva a cair e deixar que a poesia suba até à sombra da Lua. Pode ser que passe.

Foto: Vendetta Li

