A noite estava…

20 Dezembro 2009

…gelada mas os olhos brilhavam de entusiasmo por nos conseguirmos finalmente reunir. Arroz de pato num local ermo mas “logo a seguir àquela curva”, até que nos deparámos com uma escola primária adaptada a Centro Comunitário que, fechada, nos mostrava que o arroz de pato afinal era uma miragem. Adivinhava-se uma grande noite a começar com o mistério do desaparecimento da refeição que se adivinhava vasta e o esfumar da bateria da única máquina fotográfica que tinha ido para registar aqueles momentos que tão cedo não se iriam repetir. Voltámos à localidade na esperança de encontrarmos uma mesa livre nos poucos restaurantes da vila. Era a única e logo num sítio com karaoke. A carne, o vinho da casa que tinha o tanino de Pias, as bolas de Natal, o empregado vestido de roxo e risco ao meio, o Tony Carreira e o Martinho da Vila, os sorrisos, a conversa que nunca se consegue pôr em dia, o tempo que não passa, as gargalhadas, os rostos que estão cada vez mais bonitos, e mais um brinde, e a máquina fotográfica que regista ainda dois ou três momentos, as amizades que se fortalecem e ali nada mais acontece, nem o frio lá fora nos recorda que há mais vida para além do calor daquelas mãos, e depois…a despedida…o abraço terno, os votos de felicidades, os beijos que se enviam às caras-metade ou à prole e o sorriso que permanece no rosto, nos carros que se mantêm em silêncio por largos minutos e a pergunta que fica…porque raio não fazemos isto mais vezes?
Obrigada!