Como eu adorava…

25 Agosto 2010

…escrever um poema.
Um poema que falasse da Lua e dos cortinados e do cheiro dos lençóis.
…que reflectisse a intensidade do desejo e descrevesse a importância e o valor da ombreira da porta.
Um poema que tivesse sabor…doce, suave mas intenso.
Que cheirasse a lírios e a orquídeas e tivesse a brisa da noite. Desta noite.
Se eu pudesse escreveria um poema que daria a letra de uma música.
Uma música que, sem se decorar, se soubesse sempre na memória desde a primeira vez que se ouvisse.
Falava de um abraço laço, de um beijo quente, de um sorriso sempre presente e de uma gargalhada que libertasse e camuflasse a peso da ausência ou da saudade.
Se pudesse escreveria um poema sobre o que sinto que é impossível definir numa palavra tão pequena, tão simples e tão universal como a palavra amor.