7 Dezembro 2009

…em que o vermelho deixa de estar associado ao desejo carnal e surge sempre aliado a barbas, renas e embrulhos multicores.
A lareira deixa de se assumir como cúmplice de noites quentes em que os corpos se consomem para partilhar o espaço com a árvore que a única coisa erótica que tem é a forma cónica.
Depois, o gajo que se assume como protagonista da época ou é um bebé semi-nu nas palhas deitado nas palhas estendido ou é um gordo, anafado, de barbas brancas, com um cinto que nem para amarrar as mãos serve e bebe leite com bolachas.
Gosto da época porque as estrelas parecem descer à terra para inundar os olhares mas não é fácil manter o erotismo…acho que de prenda para mim vou comprar uma lingerie bem sexy e provocadora.