Espera

16 Março 2010

Tenho as mãos agarradas, suadas, húmidas, unidas. Em concha, à espera de um rosto imune e quente. Numa casa alta, fria, intensa e cheia de aromas doces, delicados, sedosos e sedentos de mar. Sonho ou vida a realidade é que retina reteve aquele momento. Fecho os olhos e sinto a seda no ar levada por pensamentos e desejos numa noite quase dia, sem portas e em que a areia era tapete sobre a madeira gasta. Os meus pés, quase não os mexia. E queria. Mas estava à espera.