Ary dos Santos morreu (fez ontem) 25 anos.
Ary era um poeta enorme e nunca teve par para a imensidão das suas palavras que lhe saiam soltas e sentidas.
Tinha uma forma particular de declamar os seus poemas, mas creio que serão assim todos os poetas que quando leêm os seus poemas derramam pelos seus lábios toda a alma que descarregaram antes em letras.
Ary escreveu a Estrela da Tarde…
“Foi a mais bela de todas as noites
Que me aconteceram
Dos nocturnos silencios que à noite
De aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois
Corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa
De fogo fizeram.
Foram noites e noites que numa só noite
Nos aconteceram”
…um poema que quase memorizei quando mo ofereceram e nele retenho todos os momentos que vivi na tarde de todas as tardes, no dia da noite e na mais bela noites de todas as noites…