…versos ávidos ensaiados em melodias trazidas pelo vento.
Talvez vindas das folhas dos girassóis ou das velas hasteadas de barcos imaginários.
Um dia vi um barco no céu…numa noite em que o firmamento era pequeno demais para a imensidão daquele momento.
Foi no ponto mais alto da casa, em que no instante exacto olhámos para o minguante convexo que a luz do Sol desenhou na Lua e com a ajuda da única nuvem que existia naquele mar estrelado avistámos um barco. A imagem que partilhei revelou a cumplicidade e o desejo uno de viajar para o mesmo destino.
Gosto de reler, rever, revisitar, reviver…é como se acimentasse todos os momentos que me constroem.
Sinto-me serena quando consigo retirar deles o mesmo sentimento…mesmo que já tenham passado dois meses e meio.
19 Novembro 2009