“Olá amor”

3 Dezembro 2009
Foto: Tiavir

Foto: Tiavir

É assim que muitas vezes começo a escrever, mesmo quando pouco ou nada tenho para dizer. Existem, também, momentos em penso apenas assim, sem escrever sequer aquelas duas palavras. Apenas pensado-as. Ambas são o mote do que tenho para dizer. Como se fossem um interruptor ou uma alavanca que me impulsiona a escrever. “Olá amor” é uma forma terna de pedir à outra pessoa que abra a porta dos seus pensamentos e que me deixe entrar. Sem invadir ou ocupar demasiado espaço. Quero apenas pairar sobre um manto invisível e dizer aquilo que sinto ou penso e depois sair de mansinho sem perturbar ou deixar vestígios. Por dia, a palavra amor brota dos meus lábios a toda a hora. É uma forma carinhosa de mostrar, inconscientemente, a outro/as que são pessoas especiais para mim. Faço-o de forma mecanizada e instintivamente. É por dizê-la tantas vezes que me custa agora não ter no meu vocabulário um termo que revele amizade, pureza, entrega, paixão, carinho, liberdade, desejo e felicidade. A palavra amor não é suficientemente forte para englobar a imensidão que tenho cá dentro. E agora?…