Recomeça se puderes…

19 Abril 2012

Olho fixamente o écran branco à espera que a coragem me traga impulso ao dedos para escrever sobre os útimos meses da minha vida.
Não foi bem num casulo onde estive, nem mesmo num ilha porque vivi dia a dia numa cidade onde os dias continua a correr com a mesma tristeza de sempre. Digamos que vivi com um escafandro, num ritmo só meu, rodeada do meu elo (a família e os amigos de sempre). O que se passou é que entrei numa dormência tal que quando dei por mim tinha perdido sentimentos e estados de espírito como o nervosismo, a ansiedade, a angústia, o medo e ao contrário do que podemos pensar são estados que nos fazem sentir vivos. Preciso sentir adrenalina, as mãos suadas, o coração a bater mais rápido e tudo isso se desvaneceu e desapareceu. Praticamente tudo passou para segundo e terceiro plano para mim e deixei de dar qualquer importância às coisas. Não é toda a gente que atura alguém assim. Até tenho uma pobre alma que muita atura que muitas vezes me gritas aos ouvidos o meu nome como que a chamar a pessoa que em tempos eu já fui. Mas hoje dei o primeiro passo para trazê-la de volta. Não sei quanto tempo demorarei a trazer de volta a Madalena de outros tempos mas ela chegará uma dia e isso é certo.