Saliva

6 Fevereiro 2010

Foto: Gabriele Rigon

Quente. Sempre quente.
Húmida. Húmidos.
Os dedos cobertos de néctar criam membranas interdigitais que a língua bebe. Lambe. Sorve.
Os lábios renascem quando dedilhados. Quentes. Volumosos. Ardentes pululam. Ávidos de estímulos. Do toque firme e suave. Brusco e ardente.
Sempre quente, escorre pela pele uma cascata de fluidos. A saliva confunde-se e mistura-se com o suor.
Os mamilos rijos, hirtos, arrepiados clamam pela firmeza das mãos, dos dentes, dos dedos, dos lábios, do fio de saliva…