Soneto de amor

22 Dezembro 2005

JoseRibeiro.jpg
Foto: José Pinto Ribeiro

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma…Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas…
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua…, – unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois… – abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada…
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

José Régio, faleceu a 22 de Dezembro de 1969.


Comentários:

Sem ser em verso, sem uma foto a ilustrar, mas com todo o amor do coração te desejo um Feliz Natal e um óptimo 2007.
Um beijinho do amigo Pre.

Desabafado por: Alves Fernandes (Pre para @s amig@s) em 22 Dezembro 2005 | 10:52 

@pre – 2007? a mad irá passar a ribeirinha sem por um pé em 2006? ehehehehe

Desabafado por: nikonman em 22 Dezembro 2005 | 12:50 

Boas Festas e um excelente ano de 2006, tão bom ou melhor que 2005! :)

Desabafado por: JF em 22 Dezembro 2005 | 16:04 

BOM NATAL.

Desabafado por: antonio caeiro em 22 Dezembro 2005 | 16:11 

O poema não é mau… mas a fotografia então…

Desabafado por: Macaco Adriano em 22 Dezembro 2005 | 17:13 

A foto sugere-me este poema…

Já vai alta a noite, vejo o negro do céu,
deitado na areia, o teu corpo e o meu.
Viajo com as mãos por entre as montanhas e os rios,
e sinto nos meus lábios os teus doces e frios.

E voas sobre o mar, com as asas que eu te dou,
e dizes-me a cantar: “É assim que eu sou”.
Olhar para ti e ver o que eu vejo,
olhar-te nos olhos com olhares de desejo.
Olhar para ti e ver o que eu vejo,
olhar-te nos olhos com olhares de desejo.
Eu não tenho nada mais p’ra te dar,
esta vida sao dois dias,
e um é para acordar,
das historias de encantar,
das historias de encantar.

Viagens que se perdem no tempo,
viagens sem princípio nem fim,
beijos entregues ao vento,
e amor em mares de cetim.
Gestos que riscam o ar,
e olhares que trazem solidão,
pedras e praias e o céu a bailar,
e os corpos que fogem do chão.

Viagens de Pedro Abrunhosa

São

Desabafado por: São em 22 Dezembro 2005 | 18:00 

Lindíssimo…José Régio. Sempre.

João

Desabafado por: achador em 23 Dezembro 2005 | 0:01