16 Janeiro 2009
Um dia tive o meu rosto gelado
Os olhos tétricos e parados
E os lábios roxos de morte
Foi o dia em tive frio na areia quente
As mãos hirtas e apagadas
E o torso findo e extinto
Nesse dia o coração pouco batia
Os lábios pouco soavam
E nas veias o rio parava
Foi o dia em que morri
E de morte vivi vários dias
Enquanto de solidão me nutria
Até que as estrelas eclodiram
E nasceu um novo dia
Aquele em que de calor sorri
E com um beijo principesco renasci
Foi o dia em que no meu paralelo
Caminhava alguém idêntico
Que das estrelas sorve o seu sumo
Das mais belas pétalas de girassóis
E que ligados e unidos seguimos
No único oceano onde ambos nadamos
Até ao eterno e incessante horizonte